Saudações pessoal!

Acredito ser do conhecimento de todos que sou um usuário do bom e velho Linux há alguns anos, por volta de 8 anos no total, mas exclusivamente há 6 anos não tenho nenhum outro S.O instalado em meus computadores (tanto o que utilizo para trabalhar, quanto o pessoal).

Disclaimer: Não sou xiita, ok? Já fui, admito. Mas, atualmente sei muito bem que cada S.O (e qualquer outra ferramenta) deve ser utilizado para finalidades específicas. Para as minhas, o Linux é perfeito. Mas, talvez para as suas não! E, nesse caso, este artigo não vai ajudar muito…

O que faço no computador?

Atualmente trabalho principalmente com criação de conteúdo. Dentre outras coisas, atuo como professor de Tecnologia em uma grande empresa do ramo, e devido a isso, em maior parte do tempo (pelo menos até aqui) eu crio conteúdo.

Este conteúdo em sua maioria é criado de maneira escrita. Tenho trabalhado muito com arquivos Markdown. Inclusive, já pensei até em fazer um guia por aqui! Quem sabe, não é mesmo? Para trabalhar com Markdown eu utilizo atualmente o Visual Studio Code (lembra que disse não ser xiita? Pois é…).

Outra coisa que faço bastante é criação de conteúdo em video, por isso preciso de softwares para gravação e edição dos mesmos, eu utilizo respectivamente o OBS Studio e Davinci Resolve para estas finalidades.

Também converso com bastante gente pelo computador, visto que meu trabalho é totalmente remoto. Então mensageiros como Telegram, Discord e Rocket.chat fazem parte do meu dia a dia.

Outro uso extremamente importante que dou a meus computadores é o de serem meus laboratórios de estudo e criação, por isso tenho várias máquinas virtuais instaladas com o VirtualBox, e também utilizo bastante o Vagrant para provisionamento de boxes que costumo utilizar em aulas principalmente.

Não podemos deixar de lado o bom e velho docker, que marca presença em meu computador para a mesma finalidade do vagrant, estudos!

OpenSUSE

OpenSUSE tem uma longa história sobre seu nome e sua identidade. A distro foi fundada na Alemanha. Criada por uma empresa chamada für Software und System Entwicklung mbH (Empresa de Software e Desenvolvimento de Sistemas). … A empresa lançou sua primeira distro com o nome S.u.S.E Linux, em 1994. E lá se vão mais de 26 anos de história! Só isso já seria motivo suficiente para você usar a distribuição, mas vamos prosseguir.

Vou trazer a definição da Wikipedia, para facilitar nosso entendimento sobre quem é esse tal de “OpenSUSE” e de onde ele surgiu. Beleza?

O openSUSE é um sistema operacional baseado no kernel Linux, desenvolvido pela comunidade openSUSE de forma gratuita.

Após adquirir o SUSE Linux em janeiro de 2004, a Novell, uma empresa norte-americana que na década de 1980 ficou famosa por seu sistema operacional de rede (Netware), após o sucesso lançou o SUSE Linux Professional como um projeto 100% código livre, envolvendo a comunidade no processo de desenvolvimento.

A versão inicial foi uma versão de teste do SUSE Linux 10.0.

O openSUSE é dirigido pela comunidade OpenSUSE Project e patrocinada pela Novell, para desenvolver e manter os componentes das distribuições SUSE Linux.

Depois da aquisição do SUSE Linux, a Novell decidiu fazer da comunidade uma importante parte do processo de desenvolvimento.

Além da distribuição, o projeto openSUSE provê um portal web para o envolvimento da comunidade. A comunidade colabora com o openSUSE em desenvolvimento com representantes da Novell contribuindo com códigos através do openSUSE Build Service, escrevendo documentação, desenhando artes gráficas, criando discussões abertas em mailing lists e canais Internet Relay Chats (irc), assim como aprimorando o openSUSE através de wikis.

Como a maioria das distribuições Linux, o openSUSE inclui diversos ambientes gráficos (padrão) no momento da instalação e o usuário pode escolher entre: KDEGNOMELXDEXfce entre outros.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/OpenSUSE

Vantagens de se usar o OpenSUSE

Bom, eu utilizo o OpenSUSE por alguns motivos, dentre eles estão os que seguem!

  1. Estabilidade

O OpenSUSE possui duas versões, uma de desenvolvimento que é a Tumbleweed, disponível no link abaixo:

https://www.opensuse.org/#Tumbleweed

A seunda versão é a estável, Leap, disponível para download no link:

https://get.opensuse.org/leap

Essa distribuição é conhecida como uma das mais estáveis e funcionais que existem. Pacotes amplamente testados que são mantidos por uma comunidade extensa, bem como: testadores, escritores, tradutores, utilizadores experientes, artistas e desenvolvedores. O foco em estabilidade é tão marcante que o projeto openSUSE dividiu sua equipe de desenvolvimento para trabalhar em dois grandes projetos: Tumbleweed e Leap. Este último com foco na estabilidade de nível empresarial!

2. Repositórios próprios e completos

O openSUSE tem uma abordagem diferente quando se refere a desenvolvimento e manutenção de programas. Há mais de uma década, o projeto desenvolveu uma plataforma onde os desenvolvedores podem fazer upload e empacotamento de software para a maioria das distros Linux. Eles não precisam de uma compreensão das diferenças de desenvolvimento entre Ubuntu, Fedora e openSUSE; por exemplo. O Open Build Service (originalmente apenas o openSUSE Build Service) cuida disso tudo. Assim, os usuários sempre podem baixar a última versão do software. 

3. Você pode usar uma versão estável por muito tempo

Acredite, isso faz bastante diferença! A reinstalação do sistema operacional sempre pode se tornar uma dor de cabeça a depender da quantidade de softwares que você faz uso em seu computador. Por isso é muito importante buscar versões estáveis que tenham suporte por um longo período de tempo.

Para o OpenSUSE temos uma página dedicada a informar o tempo de vida do suporte às versões da distribuição, disponível no link:

https://en.opensuse.org/Lifetime

Antes de instalar, observe se a versão ainda possui suporte.

4. Personalize-o, afinal, é seu Linux!

Os sistemas operacionais baseados em Linux são altamente personalizáveis por si só. Não há como negar!

Mas, o OpenSUSE possui a personalização “nas veias”, a começar pela escolha da interface gráfica. Já na instalação você pode optar por usar as principais Interfaces gráficas disponíveis atualmente, e, após a instalação é possível instalar qualquer outra e utilizar.

Eu utilizo o KDE Plasma. Mas, já usei diversas outras como Gnome, Cinnamon, XFCE, LXDE, Unity, etc. O KDE é altamente personalizável, é possível encontrar uma gama muito grande de temas para as mais diversas finalidades com facilidade, bem como é possível montar e personalizar cada detalhe da interface gráfica. Por isso, recomendo o uso desta DE. Ah, outra coisa! o KDE é mais leve que o gnome!

5. Hora da instalação

Para realizar a instalação do S.O podemos basicamente realizar o download da ISO no site, e realizar os procedimentos de particionamento e instalação. Sugiro que vocês assistam ao video que fiz no meu canal ensinando a instalar o Linux Mint, não muda muita coisa!

6. Gerenciamento de Pacotes

Para gerenciar pacotes no OpenSUSE temos duas ferramentas principais, o Zypper e o Yast.

Falando do Yast, ele consegue ser muito potente! Possui uma versão gráfica e uma versão CLI, ambas com as mesmas funcionalidades. Sugiro que você leia mais sobre o YAST aqui:

https://yast.opensuse.org/documentation

O Zypper também gerencia pacotes, de maneira semelhante ao apt do mundo debian.

Isto é o que você provavelmente irá usar mais frequentemente:

zypper                 # exibir a lista de opções e comandos globais
zypper help search     # exibir a ajuda para o comando search
zypper lu              # ver quais correções são necessárias
zypper up              # aplicar as correções
zypper se sqlite       # procurar por 'sqlite'
zypper rm sqlite2      # remover o 'sqlite2'
zypper in sqlite3      # instalar o 'sqlite3'
zypper in yast*        # instalar todos os pacotes que coincidam com 'yast*'
zypper up -t package   # atualizar todos os pacotes instalados com versões novas, onde for possível

Uso geral


A sintaxe geral do zypper é:

zypper [opções_globais] comando [opções_do_comando] [argumentos] ...

Os componentes dentro dos colchetes não são necessários, o jeito mais simples de executar o zypper é digitar seu nome seguido de um comando. Por exemplo, para aplicar as correções necessárias ao sistema digite:

zypper update

Adicionalmente você pode escolher entre uma ou mais opções globais digitando-as antes do comando: (executar o comando, mas não me pergunte nada, decida sozinho)

zypper --non-interactive update

Para usar as opções específicas de um comando em particular, digite-o após o comando: (aplicar as correções necessárias ao sistema mas não me pergunte para confirmar nenhuma licença, eu já as li antes)

zypper update --auto-agree-with-licenses

Alguns dos comandos requerem um ou mais argumentos: (instalar ou atualizar o pacote ‘mplayer’)

zypper install mplayer

Algumas das opções também necessitam de um argumento: (atualizar o sistema com pacotes novos)

zypper update -t package

Todos os acima combinados: (instalar o ‘mplayer’ e o ‘amarok’ usando somente o repositório factory e com a saída do comando detalhada)

zypper -v install --repo factory mplayer amarok

Conclusão

O objetivo deste post é “desmistificar” um pouco o uso do OpenSUSE. Muitas vezes esta distribuição é tida como muito avançada e complicada, porém, isso não passa de um mito. Mesmo sendo diferente do padrão Debian o OpenSUSE possui padrões muito bem definidos, é mantido por uma empresa e pela comunidade, e isso faz desta distrubuição uma excelente opção para quem busca estabilidade e segurança ao utilizar Linux.

Este guia de OpenSUSE despretencioso deve virar video no meu canal, por isso, se inscreva lá para saber mais novidades!

Abraço!

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